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Plantando um mundo melhor

Plantando um mundo melhor

Plantando um mundo melhor – por Karla Barros

Ser mãe, pai, ter filhos… Parece uma coisa mágica, linda, sobrenatural… e é – se você olhar sob esse ponto de vista somente. Mas não acho que isso seja prudente! Ninguém prepara uma mulher, ou um homem, independentemente da sua idade, para o furacão que é ter um filho.

Os enjôos, inchaços, oscilações de humor da gravidez e os preparos financeiros e psicológicos da chegada de um bebê. Ter um ser crescendo dentro da sua barriga, tirando o romantismo da coisa, é um fato bem bizarro. Depois começam as incontáveis noites sem dormir.

As doenças – febres, gripes, pneumonias, constipações –, os pitis, as manias. Filho dá trabalho! Sim, eles são uma bênção, mas a gente sabe que cansa muito.

O fato é que você já não tem mais tempo para si. Sabe o seu cabelo, unha, pele, estudos, carreira??? E nem vou falar do lazer… Ficou tudo em segundo plano, porque tem um ou dois (no meu caso três) seres humanos chamando mãe a cada minuto.

E você tem que arrumar algo que quebrou, passar ou dar remédio, fazer um carinho, ajudar num dever de casa, ouvir crises existenciais (sim, na adolescência elas chegam… ou antes!), dar lições de vida, explicar o problema das drogas, bebidas, sexo, e outros temas que podem prejudicar ou alterar o futuro dessas criaturas que Deus lhe designou.

E além de tudo isso, cuidar da casa, relacionamento conjugal, administrar grana, agradar amigos e parentes, ser um bom profissional.

Fala sério! É lindo, mas é enlouquecedor! Não é a toa que vemos mães e pais surtando por aí e fazendo loucuras. É lógico que nada justifica as aberrações maternas e paternas das páginas policiais! Mas é preciso pensar mais antes de ter um filho! Pessoas não são bens de consumo, elas precisam de dedicação: cuidados, atenção e amor.

Plantando um mundo melhor

Filho não pede pra nascer. Ele não tem culpa dos seus pais serem egoístas e terem engravidado “só porque todo mundo está tendo filho e a gente também tem que ter”, ou porque “meu relógio biológico está nas últimas, tenho que deixar um legado pra humanidade”. Ou mesmo porque foram “brincar” e não tomaram as devidas precauções. Um filho é uma vida. Um ser. Uma responsabilidade. Costumo dizer que quando a gente tem um filho, são em média 15 anos de dedicação quase que integral.

E depois você, na medida que ajuda gradualmente que ele seja independente, reconquista a sua individualidade. Se não for pra ser assim, é melhor nem ter filhos pra não fazê-los sofrer. Sim. Sofrer. Quem já foi professora, como eu fui, não esquece o olhinho de uma criança quando seu pai demora mais de uma hora pra vir buscar.

Ou quando esquece de colocar o lanche na mochila. São coisas simples, mas que machucam, porque passam a mensagem de que a criança não é tão importante assim. E ainda tem o fato de pessoas que deixam os filhos em segundo plano, quando eles ficam sozinhos a maior parte do tempo livre dos pais (ou com alguem contratado), em detrimento de uma vida social, priorizando o ego dos adultos ao invés da saúde emocional dos pequenos.

Vamos lá, tudo a seu tempo! Vai ter a hora de voltar a badalar… custa dedicar uns anos para construir bem estar, equilíbrio psicológico, nos seus descendentes? É o tipo de coisa que anos de terapia não dá jeito, e nem se vende nas farmácias.

É honesta a pessoa que decide não ter filhos, e também é preciso respeitar esse tipo de postura. Porque não é um jogo, não é uma competição.

Estamos falando de vidas, dos dois lados da relação. Cada um precisa saber no que está disposto a se envolver, e os riscos envolvidos. Isso é sabedoria – ter consciência dos seus limites e não prejudicar outras pessoas na tentativa de autopromoção.

Porque  acima de tudo, paternidade e maternidade é um conceito além das campanhas nas redes sociais, das fotos bacanas com aqueles rostinhos lindos (que é legal e bom de se ver). Ser pais é ter nas mãos a responsabilidade pela construção de seres humanos e, como tudo na vida, o sucesso vai depender das escolhas que serão feitas, dos valores que serão transmitidos. O que se planta, se colhe.

Plantando um mundo melhor

O convite aqui é plantar gente boa nesse mundo. Essa é a nossa contribuição para a humanidade, construir um mundo melhor, com pessoas de qualidade. Reclamamos tanto de desonestidade, corrupção, crimes. De maus tratos com animais, falta de ética nos relacionamentos, arrogância e individualismo.

Que tal se começarmos a construir um mundo diferente a partir das sementes que temos dentro de casa? Plantar virtudes nos futuros adultos, nossos filhos. Uma família é um projeto pessoal, mas também é uma célula da humanidade. Se pudermos fazer o maior número de células saudáveis, capaz que consigamos ter um mundo menos doente, mais coerente e melhor para as gerações futuras. Se for pra ter filhos (e isso é sim uma escolha! É possível e aceitável não os querer), que os tenhamos com consciência e que possamos ter empenho nessa missão.

Ter filhos é mágico, também enlouquecedor, mas acima de tudo, é ter as rédeas do futuro nas mãos.

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